Problemas Ambientais
Nas madrugadas de Verão, com um pouco de sorte e tendo a mente e o céu desanuviados, podemos acordar com a visão da estrela da manhã: Vénus. O que parece, aos nossos olhos, uma belíssima estrela, é na realidade um planeta inerte, esmagado por uma atmosfera densa e carregada de anidrido carbónico. O efeito de estufa que produz sobre o planeta faz com que este atinja, sem dificuldade, temperaturas de até 470 graus. Consegue imaginar-se a viver ali? Pois nem vale a pena tentar: com temperaturas semelhantes, a vida não é possível.Alguns cientistas colocaram a possibilidade de se utilizar Vénus como modelo para o que poderia acontecer na Terra se continuarmos a aumentar as emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera sem qualquer tipo de controlo. Felizmente, esse futuro já não parece possível, mas as mudanças climatéricas, naturais ou induzidas pelo homem, constituem uma ameaça a ter permanentemente em consideração.
A realidade é que a Terra nem sempre foi um paraíso de clima ameno, e também não há garantias de que o seja para sempre.


O nível do mar subiu
A elevação desde o início do século passado está entre 10 e 25 centímetros. Em certas áreas litorais, como algumas ilhas do Pacífico, isso significou um avanço de 100 metros na maré-alta. Actualmente, o painel intergovernamental de mudança climática estima que o nível das águas poderá subir entre 14 e 43 cm até o fim deste século. Estudos recentes parecem indicar que, contrariamente ao que antes se pensava, o aumento das taxas de CO2 na atmosfera não está a provocar nenhuma aceleração na taxa de subida do nível do mar.
Os desertos avançam
O total de áreas atingidas por secas dobrou em trinta anos. Um quarto da superfície do planeta é agora de deserto. Só na China, as áreas desérticas avançam 10.000 quilómetros quadrados por ano, o equivalente ao território do Líbano.
Já se contam os mortos
A Organização das Nações Unidas estima que 150.000 pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros factores relacionados directamente com o aquecimento global. Estima-se que em 2030, o número dobrará.


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